Sobre a Clarividência

O QUE É A CLARIVIDÊNCIA?

  • Charles. W. Leadbeater

Literalmente, clarividência quer dizer simplesmente “ver claro”. Para os fins deste tratado poderemos, talvez, defini-la como sendo o poder de ver o que está oculto à visão física normal. Será bom explicar também que ela é frequentemente (se bem que não sempre) acompanhada por aquilo a que se chama “clariaudição”, ou seja, o poder de ouvir aquilo que o ouvido físico normal não pode ouvir. Tornaremos o termo Clarividência, extensivo também a esta segunda faculdade, para que evitemos empregar constantemente as duas palavras onde só uma é suficiente. Constantemente nos é garantido nos livros teosóficos que estas faculdades superiores brevemente terão de ser herança da humanidade em geral – que a capacidade clarividente, por exemplo, existe de forma latente em cada indivíduo, e que aqueles em quem ela já se manifesta apenas estão, nesse sentido, um pouco mais avançados do que os outros. Esta declaração é verdadeira, contudo, parece absolutamente vaga e irreal à maioria das pessoas, simplesmente porque consideram tal faculdade como sendo uma coisa absolutamente diferente de tudo de quanto têm tido experiência, e confiadamente creem que eles, pelo menos, serão inteiramente incapazes de a desenvolver em si.

Ao tratar destes fenômenos, agruparemos em seções de gênero das seguintes:

1 – Clarividência simples – isto é, um mero abrir da visão, tornando o seu possuidor capaz de ver as entidades astrais ou etéricas que aconteça estarem presentes à sua volta, mas não incluindo o poder de observar lugares distantes ou cenas pertencentes a um tempo outro que o presente. Entre gente sensível encontramos todos os graus desta espécie de clarividência, desde a do indivíduo que obtém uma impressão vaga que mal merece o nome de visão, até à plena posse da visão etérica ou da visão astral. Talvez o mais simples seja começarmos por descrever o que seria visível no caso deste mais pleno desenvolvimento da faculdade, visto que os casos da sua posse parcial serão, então, devidamente compreendidos em relação a esse. Tratemos, primeiro, da visão etérica. Esta consiste simplesmente na suscetibilidade a uma série muito maior de vibrações físicas do que é normal, mas, ainda assim, a sua posse traz para a vista uma porção de coisas a que a maioria da humanidade ainda é cega. Vejamos que efeitos produz a aquisição desta faculdade no aspecto de objetos familiares, animados e inanimados, e notemos depois a que fatores inteiramente novos ela nos torna conscientes. A alteração mais flagrante que é produzida, no aspecto dos objetos inanimados, pela aquisição desta faculdade, é que a maioria deles se torna quase transparente, devido à diferença do comprimento de onda em algumas das vibrações a que o indivíduo acaba de se tornar sensível. Ele verifica que é capaz de realizar com a maior das facilidades o feito tradicional de “ver através dum muro de pedra”, porque, para a sua nova visão, o muro de pedra parece não ter maior consistência do que uma névoa ligeira. Por isso ele vê o que se passa num quarto ao lado, quase como se não existisse uma parede intermédia; pode descrever sem errar o conteúdo duma caixa fechada, ou ler uma carta que está lacrada dentro do seu envelope; com alguma prática pode encontrar determinado trecho num livro fechado. Este último feito, ainda que perfeitamente fácil para a visão astral, é bastante difícil para quem empregue a visão etérica, porque cada página tem de ser vista através de todas as outras que calhe estarem a ela sobrepostas. Muitas vezes se pergunta se nestes casos um indivíduo vê sempre com a sua visão anormal, ou se apenas o faz quando assim deseja. A resposta é que, se a faculdade está perfeitamente desenvolvida, estará inteiramente sob o domínio do indivíduo, e ele poderá, conforme queira, empregar essa visão, ou apenas a sua visão normal. Ele passa de uma para a outra com a prontidão e a naturalidade com que normalmente mudamos o foco dos nossos olhos ao levantá-los do livro, que estamos lendo, para seguir os movimentos dum objeto a um quilômetro de distância. Referimo-nos já a algumas das principais alterações que aconteceriam no mundo de um indivíduo quando ele adquirisse a visão etérica; e devemo-nos sempre lembrar que, ao mesmo tempo, uma alteração correspondente aconteceria também aos seus outros sentidos, de modo que ele se tornaria capaz de ouvir, e talvez mesmo de sentir mais do que a maioria dos que o cercam. Suponhamos, agora, que, além disto, ele adquiria também a visão do plano astral; que alterações adicionais de aí resultariam? Essas alterações seriam muitas e importantes; de fato, abrir-se-ia diante dos seus olhos um mundo inteiramente novo. Consideremos resumidamente as suas maravilhas pela mesma ordem do que antes, e vejamos primeiro qual a diferença que haveria no aspecto dos objetos inanimados. “Há uma diferença nítida entre a visão etérica e a visão astral, e é esta última que parece corresponder à quarta dimensão. “O modo mais fácil de compreender a diferença é por meio de um exemplo. Se olhásseis para um homem com as duas visões, uma após outra, nos dois casos veríeis os botões nas costas do seu sobretudo; mas, se usásseis a visão etérica, vê-los-ei através dele. e veríeis portanto mais próximo de vós o lado de trás do botão, ao passo que, se vísseis astralmente, veríeis não só assim, mas ao mesmo tempo como se estivésseis colocado por detrás do indivíduo e olhando-lhe para as costas. Aqui temos nós nitidamente a nota, o principal fator da mudança; o indivíduo está vendo tudo de um ponto de vista inteiramente diferente, inteiramente fora de tudo quanto antes pôde imaginar. Já não tem a menor dificuldade em ler qualquer página de um livro fechado, porque já não está olhando para ela através de todas as outras páginas que estão antes ou depois, mas sim olhando diretamente para ela como se fosse a única página a ver. Mas mesmo isto não esgota tudo quanto essa visão dá ao seu possuidor. Ele vê não só o interior, como o exterior, de cada objeto, mas também o seu correspondente astral. Cada átomo e molécula da matéria física tem o seu átomo ou molécula astral correspondente, e o volume com estas construído é claramente visível ao clarividente. Em geral a parte astral de qualquer objeto é projetada um pouco para além dos limites do seu físico, e assim os metais, as pedras e outros objetos aparecem cercados por uma aura astral. Ver-se-á imediatamente que, mesmo no estudo da matéria inorgânica, um indivíduo ganha muito com a aquisição desta visão. Não só vê a parte astral do objeto para que olha, que antes lhe era inteiramente oculta; não só vê muito mais da sua constituição física do que antes vira; mas mesmo o que antes lhe era visível é agora visto com uma clareza e uma verdade muito maiores. Mas é com referência aos seres humanos que ele mais apreciará as vantagens desta faculdade, porque muitas vezes os poderá auxiliar muito melhor quando se guiar pela informação que ela lhe fornece. Poderá ver a aura até ao corpo astral, e, ainda que isso deixe ainda invisível toda a parte superior do homem, ser-lhe-á possível, mediante uma observação cuidadosa, aprender, pela parte que lhe é visível, muitas coisas a respeito dessa parte superior. A sua capacidade de examinar o duplo etérico dar-lhe-á grandes facilidades em localizar e classificar quaisquer doenças ou defeitos do sistema nervoso, e do aspecto do corpo astral verá imediatamente as emoções, as paixões, os desejos e as tendências do indivíduo que tem em sua frente, e, também, grande parte dos seus pensamentos.

2 – Clarividência no espaço – o poder de ver cenas ou acontecimentos afastados do vidente no espaço, quer por estarem muito longe para a observação normal, quer por estarem ocultos por objetos interpostos. Como antes, começarei por dizer o que é possível neste sentido ao vidente inteiramente instruído, e tentarei explicar como opera essa faculdade e dentro de que limites se revela. É evidente, do que antes se disse sobre o poder de visão astral, que qualquer pessoa que a possua completamente será capaz de, por meio dela, ver quase tudo o que quiser ver neste mundo. Os mais recônditos lugares estão patentes à sua vista, e não há para ela obstáculos intermédios, dada a mudança no seu ponto de vista; de modo que, se lhe concedermos o poder de se deslocar de um lado para o outro com o corpo astral, ela poderá sem dificuldade, ir a toda a parte e ver tudo dentro dos limites do planeta. Quando, por exemplo, um indivíduo aqui na Inglaterra vê nos seus mínimos detalhes qualquer coisa que está acontecendo no momento na Índia ou na América. As vezes é possível, por este meio, não só ver, mas também ouvir, o que se está passando; mas, como na maioria dos casos tal não acontece, devemos considerar esse fenômeno antes como a manifestação de um poder adicional do que como necessariamente um corolário desta ordem de clarivisão. Notar-se-á que neste caso o vidente, em geral, não abandona o seu corpo físico; não há espécie alguma de projeção do seu corpo astral ou de qualquer parte de si em direção àquilo para que está olhando; ele simplesmente fabrica para si um telescópio astral temporário. Por isso está, até certo ponto, de posse das suas faculdades físicas mesmo no momento de examinar a cena distante; por exemplo, estará de posse da sua voz, de modo que lhe será possível descrever o que está vendo, no próprio momento em que o está vendo. Há muita gente para quem este tipo de clarividência se torna muito mais fácil se tiverem à mão qualquer objeto físico de que se possam servir para ponto de partida do seu tubo astral – um foco conveniente para a sua vontade. Uma esfera de cristal é o mais vulgar e o mais cômodo desses focos, visto que tem a vantagem adicional de conter qualidades que excitam a atividade psíquica; mas outros objetos se empregam, aos quais teremos ocasião de nos referir quando viermos a tratar da clarividência semi-intencional.

Viajando no corpo astral: Trata-se agora de uma outra variedade de clarividência, na qual a consciência do vidente já não permanece no seu corpo físico ou em íntima relação com ele, mas se transporta nitidamente à cena que está examinando é, ainda, a melhor e mais completa forma de clarividência que lhe é possível. Neste caso o corpo do indivíduo está ou em sono ou em transe, e os seus órgãos não são portanto utilizáveis enquanto a visão dura, de modo que toda a descrição do que se vê, e todas as perguntas a propósito de detalhes, têm de ficar para quando o viajante regressa ao plano físico. Mas a visão desta ordem é muito mais completa e mais perfeita; o indivíduo ouve, assim como vê, tudo quanto perante ele se passa e pode mover-se livremente, conforme queira, dentro dos limites larguíssimos do plano astral. Pode ver e lidar com todos os outros habitantes desse plano, de modo que o grande mundo dos espíritos da natureza lhe está patente. Tem também a enorme vantagem de poder, por assim dizer, tomar parte nas cenas que se passam à sua vista, e de conversar livremente com essas várias entidades astrais, com quem tanto, de curioso e de interessante, há a aprender.

Viajando no corpo mental:  Trata-se, simplesmente, de uma forma mais alta, e, por assim dizer, glorificada, do tipo que acabamos de descrever. O instrumento empregado já não é o corpo astral, mas o mental – um instrumento, portanto, pertencente ao plano mental, e tendo em si todas as potencialidades do maravilhoso sentido desse plano, tão transcendente na sua ação e contudo tão impossível de descrever. Um indivíduo funcionando neste corpo deixa atrás o seu corpo astral, junto com o físico, e se por qualquer razão deseja mostrar-se sobre o plano astral, não manda buscar o seu corpo astral, mas, apenas por um simples ato de vontade, materializa-se um para o seu fim temporário. As enormes vantagens dadas pela posse deste poder são a capacidade de entrar na glória e na beleza da terra superior da felicidade, e a posse, mesmo quando operando no plano astral, do sentido mental, muito mais compreensivo, que revela ao estudioso tantas extraordinárias visões de conhecimento, tornando o erro, pode-se dizer que impossível. Ainda assim, uma boa dose de informação adicional acerca de outros planetas pode ser obtida pelo uso das faculdades clarividentes que descrevemos até agora. E possível tornar a vista enormemente mais clara passando para fora das constantes perturbações da atmosfera terrestre, e também não é difícil aprender como investir-se de um poder de aumentar muito elevado, de modo que mesmo pela clarividência usual se pode obter uma quantidade de conhecimentos astronômicos muito interessantes. Mas, no que respeita a esta Terra e ao que imediatamente a cerca, pode dizer-se que não há limites.

3- Clarividência no tempo – isto é, o poder de ver objetos ou acontecimentos que estão afastados do vidente no tempo, ou, em outras palavras, o poder de ver o passado e o futuro. É, como todas as outras variedades, possuída por diferentes pessoas em graus muito diferentes, desde o indivíduo que tem ambas as faculdades sob o pleno domínio da sua vontade, até àquele que apenas de vez em quando tem vislumbres ou reflexos involuntários e imperfeitíssimos destas cenas de outros dias. Um indivíduo deste último tipo poderá ter, por exemplo, uma visão de algum acontecimento do passado; mas essa visão está sujeita a uma deformação gravíssima, e, mesmo quando acontecesse ser razoavelmente precisa, é quase certo que seria apenas um quadro isolado, e o vidente seria provavelmente incapaz de o relacionar com acontecimentos anteriores ou posteriores, ou dar uma explicação cabal de qualquer detalhe mais estranho que nela aparecesse. O vidente educado, pelo contrário, poderia seguir o drama, a que essa cena está ligada, para antes ou para depois dela, tanto quanto quisesse, e traçar com igual facilidade as causas que a haviam produzido ou os resultados que dela adviriam.

Tratando, pois, do caso de uma visão detalhada do passado longínquo, como é que ela se obtém, e a que plano da natureza é que verdadeiramente pertence. A resposta a ambas as perguntas resume-se em se dizer que se trata apenas de ler os registros akáshicos (sânscrito, akásha, “éter” ou “espaço”, palavra composta, “aka”, “espaço”, sha, “céu”, tudo que acontece no éter ou espaço cósmico fica guardado nos “registros akáshicos”), mas esta afirmação, por sua vez, carecerá, para muitos leitores, de ser nitidamente explicada. O termo é, na verdade, até certo ponto impróprio, porque, ainda que os registros sejam sem dúvida lidos no akasha, ou matéria do plano mental, não é a ela, em todo o caso, que verdadeiramente pertencem. Pior ainda é o outro título “registros da luz astral”, que por vezes tem sido empregado, pois que esses registros estão muito além do plano astral, e tudo o que neste se pode obter não passa de fragmentários vislumbres de uma espécie de duplo reflexo deles. O assunto dos registros não é de modo algum fácil de tratar, porque pertence àquela numerosa classe que exige para a sua perfeita compreensão faculdades muito mais elevadas do que quaisquer que a humanidade por enquanto tenha adquirido. A verdadeira solução do problema está em planos muito além de quaisquer dos que nos é possível conhecer atualmente, e qualquer opinião que formemos do assunto terá de ser forçosamente imperfeitíssima, visto que é de baixo, e não de cima, que olhamos para o caso.

Quanto à visão do futuro, vemos, como nos casos anteriores, que existem todos os graus deste tipo de clarividência, desde os casuais vagos pressentimentos a que se não pode chamar vidência, até a dupla visão frequente e mais ou menos perfeita. A faculdade, a que se tem dado este nome, aliás pouco claro, de “dupla visão”, é muito interessante e bem compensaria um estudo mais cuidadoso e sistemático do que até aqui dela se tem feito.

Talvez ainda haja indivíduos que neguem a possibilidade da previsão, mas isso prova apenas que ignoram a evidência que há sobre o assunto. O grande número de casos autenticados não deixa lugar para dúvidas quanto ao fato da previsão, mas muitos deles são de tal natureza que tornam difícil de encontrar uma explicação razoável. Não há dúvida nenhuma que, exatamente como o que está agora acontecendo é o resultado de causas postas em ação no passado, assim o que acontecerá no futuro será o efeito de causas já operantes. Mesmo aqui, neste mundo, podemos calcular que, se certas ações são praticadas, certos resultados se seguirão, mas o nosso cálculo tende a ser constantemente perturbado pela intervenção de fatores com que não podemos contar. Mas, se elevarmos a nossa consciência até ao plano mental, poderemos ver muito mais longe os resultados das nossas ações. Olhando, assim, de alto, para a vida do homem, parece-nos que o seu livre-arbítrio só poderá ser exercido em certas crises na sua carreira. Ele chega a um ponto da vida onde há evidentemente diante dele dois ou três caminhos por onde seguir; tem plena liberdade de escolher o que quiser, e, conquanto alguém que lhe conhecesse bem a índole pudesse ter quase a certeza de qual seria a sua escolha, tal conhecimento da parte do seu amigo não é de modo algum uma força compulsória. Mas quando ele escolheu, de vez, terá de ir para a frente e aceitar as consequências; tendo entrado para determinado caminho, pode, em muitos casos, ser forçado a continuar durante muito tempo antes que tenha uma oportunidade de se desviar dele. Ora, olhando para baixo desde o plano mental, estes pontos de novo caminho seriam claramente visíveis, e todos os resultados da escolha que fizéssemos estariam patentes a nossos olhos, certos de se realizar nos seus mínimos detalhes. O único ponto que ficaria incerto seria aquele, importantíssimo, sobre qual seria o caminho que o indivíduo escolheria. Teríamos, na verdade, não um, mas vários futuros patentes aos nossos olhos, sem podermos necessariamente determinar qual deles é que se materializaria num fato consumado. Na maioria dos casos, veríamos uma das probabilidades tão superior às outras que não hesitaríamos em decidir qual o caminho que o indivíduo seguiria, mas, ainda assim, o caso que indiquei não deixa de ser teoricamente possível. Seja como for, mesmo esse conhecimento, tal qual é, tornar-nos-ia capazes de prever com segurança muita coisa; nem nos é difícil imaginar que um poder muito mais elevado que o nosso possa sempre prever para que lado a escolha se inclinará, e por isso vaticinar sempre com uma segurança absoluta. No plano búdico, porém, já não é preciso um longo processo de cálculo consciente, porque (como já disse) de uma maneira que nós aqui não percebemos, o passado, o presente e o futuro existem ali simultaneamente. Apenas podemos aceitar este fato, porque a sua causa está na faculdade correspondente a tal plano, e o modus operandi dela é, como é de supor, inteiramente incompreensível ao cérebro físico. Mas de vez em quando encontramos uma sugestão que nos pode aproximar um pouco mais de uma vaga possibilidade de compreensão. É claro que qualquer tentativa de tornar clara no nosso espírito esta idéia dá conosco numa série de paradoxos confusos; mas o fato continua sendo verdadeiro, e o tempo virá quando será claro como o dia para nós. Quando a consciência do aluno está completamente desenvolvida no plano búdico, a previsão perfeita é-lhe portanto possível, ainda que ele não possa – com certeza que não pode – trazer todo o resultado da sua visão completa e claramente para esta luz. Ainda assim, uma grande quantidade de lúcida previsão lhe é possível sempre que ele a queira exercer; e mesmo quando ele a não esteja exercendo, vislumbres frequentes de previsão lhe aparecem na vida cotidiana, de modo que muitas vezes tem uma intuição instantânea de como as coisas vão acontecer antes que elas sequer esbocem esse caminho.

Quando um indivíduo se convence da realidade do valioso poder da clarividência, a sua primeira pergunta é geralmente: “Como posso eu, no meu caso, desenvolver essa faculdade, que se diz estar latente em toda a gente?” (a resposta a seguir baseia-se no ponto de vista do autor) Ora o fato é que há muitos métodos pelos quais ela pode ser desenvolvida, mas um só que se possa seguramente recomendar a qualquer pessoa, a única maneira absolutamente segura de desenvolver a clarividência – entrar com toda a nossa energia para o caminho da evolução moral e mental, sendo assim abraçado por mentores extrafísicos que o conduzirão a um estágio da qual esta e outras das faculdades superiores espontaneamente começarão a mostrar-se.  Há, porém, uma prática que todas as religiões aconselham – que, se for cuidadosa e reverentemente adotada, não poderá fazer mal a ninguém, e da qual muitas vezes tem saído um tipo muito puro de clarividência; é a prática da meditação que com a prática dedicada, pouco a pouco irão se abrindo novos mundos.

Nota: Sabemos que existem outras formas de abertura de clarividência, porém o autor Charles W. Leadbeater recomenda apenas os sugeridos acima.

Referência:

C. W. Leadbeater. Clarividência: Traduzido por Fernando Pessoa. Rio de Janeiro, RJ. Yanabooks, 2016

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