Chakras e Níveis de Consciência

O objetivo deste trabalho é fazer uma reflexão sobre a relação dos Chakras com nosso nível evolutivo ou nível de consciência e como, a partir do conhecimento das funções de cada Chackra, podemos ter auxilio para seguir uma jornada evolutiva de forma ascendente.

Os Chakras são conhecidos e estudados há milênios, principalmente pelos antigos Hindus, dos quais geraram o material mais famoso a respeito destes importantes vórtices de energia que se encontram em nosso duplo etérico, cujo resultado de sua atividade de trocas de energias reflete no que chamamos de Aura. Através do conhecimento trazido pelos Hindus sabemos que a atividade dos Chakras é fundamental para a manutenção e estabilidade de nossa saúde e seu desequilíbrio afeta diretamente a mesma, seja no nível físico ou mental. Sabemos também que nossos sentimentos afetam diretamente a frequência vibratória de cada Chakra, causando bloqueios ou desbloqueios, liberações ou retenções energéticas.

Restringindo nosso assunto aos sete Chakras principais, sabemos que cada um deles refletem uma luz correspondente durante a sua atividade e que a qualidade de nossos pensamentos/sentimentos se afiniza com a vibração do Chakra correspondente, fazendo sobressair uma luz de cor predominante em nossa Aura. De forma bem resumida, pensamentos densos sintonizam com a vibração dos Chakras inferiores (Básico, Sexual e Umbilical) e faz prevalecer em nossa Aura as luzes e cores destes, podendo a luz de um Chakra que tiver maior atividade predominar sobre os demais. Da mesma forma se mantivermos pensamentos elevados também há de prevalecer cores do Chakra correspondente, os Chakras elevados, cardíaco para cima, refletindo em nossa Aura.

Transitamos pelas energias de todos os chakras a todo o momento e, como dito antes, poderá haver a energia de um determinado Chakra predominando sobre os demais, então, num momento de raiva, prevalecerá as energias do chakra umbilical enquanto num momento de leitura de um livro, prevalecerá as energias do chakra frontal. Enquanto damos uma palestra ou ministramos alguma aula prevalecem as energias do chakra laríngeo, assim por diante. Muitas das coisas das quais fazemos envolvem um ou mais Chakras simultaneamente, por exemplo, quando conversamos emitimos a energia do Chakra Laríngeo mas também emitimos a energia do chakra frontal, pois a fala envolve o pensamento e muitas vezes também emite a energia do Chakra cardíaco, quando a fala gera sentimento. É uma ampla gama de possibilidades e por isso iremos nos restringir à pequena fração da qual este estudo de propõe.

Todos os Chakras são interligados, numa troca constante de energias. Também são conhecidos como centros de consciência. A esse respeito, esclarece o Lama Anagarika Govinda [1]: “Enquanto que, de acordo com as concepções ocidentais, o cérebro é a sede exclusiva da consciência, a experiência iogue mostra que nossa consciência cerebral é apenas “uma” entre muitas formas possíveis de consciência, e de acordo com suas funções e natureza, pode ser localizada ou centralizada em vários órgãos do corpo. Estes “órgãos” que coletam, transformam e distribuem as forças que fluem através deles são chamados de chakras ou centros de força. Deles irradiam correntes secundárias de força psíquica, comparáveis aos raios de uma roda, às varetas de um guarda-chuva, ou às pétalas de um lótus”. Jung [2] os considera também centros de consciência, ou seja, “uma espécie de graduação de consciência que vai desde a região do períneo até o topo da cabeça”. E reafirmou na conversação: “Os chacras são centros de consciência. Os inferiores são centros de consciência animal. Existem outros centros ainda abaixo do Muladhara.” (pg. 72).

Em miúdos, nossos centros de consciências inferiores retém o homem na vida terrena, mantendo firmes as energias para a sobrevivência do indivíduo enquanto os centros de consciência superiores tem a função de acelerar nossa evolução.

Nas fases de nossa existência, infância, juventude e maturidade, temos sempre a predominância de um determinado Chakra regendo nossa vida e se soubermos aproveitar o conhecimento de suas características podemos traçar um caminho a ser seguido que poderá acelerar nosso processo evolutivo de forma considerável. Vejamos as características de cada Chakra: o primeiro, o Básico, está ligado às coisas da terra, ao instinto de sobrevivência, às necessidades básicas e fisiológicas do ser humano. O segundo Chakra, o sexual, dentre outras funções, está ligado à sexualidade. O terceiro Chakra, o umbilical está ligado ao mundo das emoções, ao poder pessoal, da materialização das coisas, tanto positivas quanto negativas. O Chakra Cardíaco é onde começa o caminho para a consciência ou sentimento superior, do Eu Maior, o Divino. O Chakra Laríngeo é o chakra da comunicação, do pensamento abstrato, da independência da Psiqué. O Chakra Frontal representa o desenvolvimento da intuição, a descoberta da nossa união com o Todo, na baixa do nosso Ego, é o portal para outras realidades e enfim, o Chakra Coronário, que está ligado à transcendência, à expansão da consciência, ao Cosmos.

O que geralmente não se encontra nos livros é que baseado nos dados acima percebemos que os nossos Chakras podem servir de referência para uma jornada evolutiva de forma a nos trazer grandes benefícios, a nossa vida pode ser projetada para seguir um cronograma evolutivo. Este cronograma já está traçado em nossa senda, pelo fato de estar implícito em nosso ser, mas como somos muito fechados às coisas terrenas e materiais não sentimos ou permitimos o fluir desta energia.

Conforme dito, as fases da nossa vida são pautadas pela predominância de um determinado Chakra, assim uma criança que acaba de nascer vive até por volta dos seus 12 anos de idade, em média, baseada na atividade do Chakra Básico, pois é quando o instinto de sobrevivência predomina na criança, em relação à satisfação das suas necessidades básicas e fisiológicas, como alimentação, proteção e muitas coisas mais. Quando a criança entra na puberdade, se estendendo até o final da adolescência aos 19 ou 20 anos de idade, o adolescente entra na fase da predominância do Chakra Sexual. É neste período que sofremos as significantes mudanças em nosso corpo e com o fluir da nossa nova atividade hormonal abre-se novas sensações e à necessidade de satisfação delas no campo sexual. Quando Adulto, por volta dos 20 aos 35 anos, em média, a pessoa é regida pelo chakra umbilical, que é o chakra das emoções, da consolidação material, da satisfação dos desejos materiais do ser humano e por isso é fácil se desequilibrar levando muitas vezes a pessoa ao excesso, ao egoísmo, à avareza. Como vivemos num planeta muito denso, onde o Capitalismo estimula e prega o consumo desenfreado, onde tudo o que pensamos ou desejamos tem alguma conotação de satisfação material, este é o Chakra em que vivem a imensa maioria dos seres humanos. Nós, em absoluta maioria, vivemos muito ligadas às coisas terrenas, sempre querendo estar acima dos outros, ganhando mais que os outros, tendo mais que os outros, não nos importamos com a situação dos outros e esta energia está ligada à predominância da atividade do Chakra Umbilical “desequilibrado”, pois quando equilibrado sabemos lidar de forma correta com isso e temos abertas as portas para seguir o caminho que está por vir nos próximos centros. Como se diz na Conscienciologia, costumamos ter a vida pautada nas ideias do nosso sub-cérebro abdominal, ou seja, no nosso centro de consciência umbilical.

Somos projetados para continuar esta jornada de desenvolvimento dos nossos centros de consciência, que nos conduziria ao nosso aprimoramento moral, intelectual e espiritual, porém, dificilmente passamos deste terceiro e crucial Chakra, em níveis evolutivos. Se conseguirmos passar esta barreira, sentir o chamado do próximo Chakra, o cardíaco, nos abrindo para uma mudança de valores, deixando de lado o pensamento exclusivista e enxergando a realidade à nossa volta, sentindo a necessidade de mudar esta realidade, com certeza abriríamos o caminho para o desenvolvimento dos demais centros na sua plenitude. A necessidade material, com certeza, faz parte de nossa jornada. Precisamos das coisas materiais para viver e sobreviver, precisamos de uma casa, precisamos de um carro, precisamos de dinheiro, precisamos de um emprego que nos proporcione vislumbrar a satisfação de todos estes itens e cada indivíduo com seu nível de necessidade, mas não podemos virar reféns destas necessidades criando uma condição de bloqueio da senda evolutiva. Este período de desenvolvimento material, de vivência sob a predominância do Chakra Umbilical ( tudo de uma forma genérica, em termos evolutivos e em média ), vai até os 35 anos de idade e a partir daí, com a chegada da maturidade, o indivíduo costuma estar mais aberto a sentir o chamado à ascendência, caso ele não esteja preso aos sentimentos materiais. O Chakra cardíaco é a ponte para a elevação espiritual e afinizando com suas energias encontramos os sentimentos elevados de amor ao próximo, gratidão e generosidade, a capacidade de perdoar e ter compaixão. Nele sentimos o momento de retribuir tudo o que temos e somos. Então, o caminho para os demais Chakras superiores não seria tão longo ou demorado, pois é uma via de transito rápido visto que uma coisa tem uma ligação direta com a outra. Através da elevação atingida pela sintonia do Cardíaco, longo afinizaríamos com as energias do Chakra Laríngeo que trata da ação, do poder da comunicação, da transformação, nossa e do nosso ao redor, por meio das atitudes e palavras. Sentindo com o Chakra do coração e agindo com o da garganta, mudando nossa forma de pensar e agir, mudando nossa forma de encarar a vida, estaríamos entrando nas energias do Chakra Frontal que permite a nossa união com o Todo. Aqui o Ego já não existe, estaríamos acima das influências inferiores, percebemos que não somos melhores do que ninguém e que temos deveres com o bem estar de todos, que tudo o que temos de material nos basta. Neste Chakra temos ampliadas nossas capacidades intuitivas e com o devido trabalho e merecimento, podemos ser “escolhidos pelos mestres espirituais” para trabalhos de ordem superior, “ganhando”, quem sabe, a responsabilidade da abertura da 3ª visão. A abertura da 3ª visão é algo que se atinge por merecimento, pois envolve grandes responsabilidades e por este motivo, apesar de ser uma capacidade inerente de todo o ser humano, encontra-se adormecida sendo que poucos tem a oportunidade de vivenciá-la. O fato de não ter desenvolvida a capacidade da 3ª visão não nos impede de desfrutar da conexão com o sétimo e último Chakra, o Coronário, pois podemos da mesma forma acessar estas sublimes energias e desfrutar delas de forma plena. Este caminho de ascensão que seguimos nos permite acessar as energias de integração com o Cosmos, da nossa identificação com o Criador e com o plano espiritual, a certeza e reconhecimento da realidade espiritual e da oportunidade dada nesta encarnação predomina. É o Chakra da espiritualidade completa e quando bem desenvolvido amplia as capacidades mediúnicas, propicia projeções astrais lúcidas, ou seja, o que há de mais elevado na vivência espiritual ou da elevação espiritual.

Recapitulando toda esta jornada, afim de elucidar as ideias, nascemos e vivemos até nossos 12 anos de idade sob a régia do Chakra básico. Ao chegarmos na adolescência temos a predominância do Chakra Sexual. Na fase adulta até os 35 anos, em média, vivemos sob as energias do Chakra Umbilical. Após esta fase há de acontecer o nosso Despertar Espiritual para a conexão e vivência das energias dos Chakras superiores, cumprindo boa parte de nossa missão na Terra, pois vivemos não somente em função de nós mesmos mas também em função de todos. A todo o instante sentimos as energias de todos os Chakras, mas qual será o que predomina em nossas atividades diárias? Qual o teor dos nossos pensamentos e emoções, das nossas energias? Baseado nisso poderemos perceber aonde nos encontramos nessa senda e a partir de então dar sequência à ascendência – Por onde começar? – tirando o foco de nós mesmos e enxergando o próximo!

A realidade de nosso planeta nos cega para as coisas da espiritualidade básica, imaginemos então como ficam as coisas da espiritualidade superior?! Geralmente vivemos toda a vida sem perceber o quanto investimos as nossas energias de forma errada e muitas vezes a ficha só cai quando chegamos lá na frente onde, nos deparando com a realidade da morte, devido a uma idade já avançada, resolvemos olhar para trás e refletir sobre a vida que passou como um relâmpago e então, preocupado com o desfecho da coisa, tentar alguma forma de compensação. Enfim, o que podemos concluir nesta história é que trabalhando neste sentido poderíamos agilizar o cumprimento de nossa meta terrena e, quem sabe, agilizar nossa saída da roda das reencarnações.

[1 e 2]- “Trecho Extraído do Livro: Roque, D. C.; Silva, A. L. Estudos Espiritualistas: Ciência e Síntese Oriente Ocidente. Curitiba: Editora ISC, 2015.”

  • Consciência em Evolução – por Lindolfo Soares de Souza – em 21/05/2018.

 

 

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